Este modelo de comunicação foca-se nos quatro elementos constantes no processo comunicacional tradicional: o emissor, o recetor, o canal e o feedback e no processamento psicológico recorrente de cada um. Segundo Wather (1995) a sua singularidade prende-se com a efetividade da comunicação numa forma assíncrona e na inexistência de contato visual. Wather defende que os laços decorrentes deste tipo de comunicação são muitas vezes superiores à afinidade gerada de um contato presencial e denomina este género de interação de comunicação de hiperpessoal.
Esta perspetiva permite que os intervenientes no processo comunicacional criem uma imagem melhorada de si, dos seus interesses e das suas vivências, fabricando assim a moldura do seu ‘eu’ real à imagem do seu ‘eu’ ideal. Permite igualmente geral afinidades entre os interlocutores de um modo mais fácil e confortável e sem os efeitos (muitas vezes) contraproducentes da linguagem corporal, do aspeto físico, da linguagem utilizada, ou do raciocínio lógico instantâneo. Os elementos desta comunicação criam a sua própria imagem, têm tempo para analisar que tipo de linguagem vão utilizar, é-lhes permitida a análise cuidada e repetida do que lhe foi dito e tempo para compreender a mensagem, evitando assim mal entendidos muitas vezes consequência do canal utilizado ou dos ruídos presentes na comunicação.
É, na verdade uma perspetiva interessante esta a de Wather, na minha opinião uma perspetiva consolidada e realista de um dos métodos comunicacionais mais utilizados na sociedade contemporânea. A comunicação hiperpessoal é indubitavelmente sinónimo de comunicação fácil e descomplicada e opino que é uma comunicação real embora pouco pessoal e realista no que respeita ao ‘todo’ do interlocutor. Ficará sempre em falta a observação da linguagem corporal e a capacidade de resposta imediata que acontece na comunicação síncrona. Podem realmente ser cumpridos os objetivos da comunicação e a conversação pode ser proveitosa e real. Afinidades entre os interlocutores poderão existir, mas baseadas na forma de escrita, nos conteúdos dos temas e inclusive no sentido de humor. Estas são características reais de quem comunica através da escrita e afinidades poderão surgir, mas só continuarão a ser reais em ambiente virtual.
O MODELO DA COMUNICAÇÃO HIPERPESSOAL
Este modelo de comunicação foca-se nos quatro elementos constantes no processo comunicacional tradicional: o emissor, o recetor, o canal e o feedback e no processamento psicológico recorrente de cada um. Segundo Wather (1995) a sua singularidade prende-se com a efetividade da comunicação numa forma assíncrona e na inexistência de contato visual. Wather defende que os laços decorrentes deste tipo de comunicação são muitas vezes superiores à afinidade gerada de um contato presencial e denomina este género de interação de comunicação de hiperpessoal.
Esta perspetiva permite que os intervenientes no processo comunicacional criem uma imagem melhorada de si, dos seus interesses e das suas vivências, fabricando assim a moldura do seu ‘eu’ real à imagem do seu ‘eu’ ideal. Permite igualmente geral afinidades entre os interlocutores de um modo mais fácil e confortável e sem os efeitos (muitas vezes) contraproducentes da linguagem corporal, do aspeto físico, da linguagem utilizada, ou do raciocínio lógico instantâneo. Os elementos desta comunicação criam a sua própria imagem, têm tempo para analisar que tipo de linguagem vão utilizar, é-lhes permitida a análise cuidada e repetida do que lhe foi dito e tempo para compreender a mensagem, evitando assim mal entendidos muitas vezes consequência do canal utilizado ou dos ruídos presentes na comunicação.
É, na verdade uma perspetiva interessante esta a de Wather, na minha opinião uma perspetiva consolidada e realista de um dos métodos comunicacionais mais utilizados na sociedade contemporânea. A comunicação hiperpessoal é indubitavelmente sinónimo de comunicação fácil e descomplicada e opino que é uma comunicação real embora pouco pessoal e realista no que respeita ao ‘todo’ do interlocutor. Ficará sempre em falta a observação da linguagem corporal e a capacidade de resposta imediata que acontece na comunicação síncrona. Podem realmente ser cumpridos os objetivos da comunicação e a conversação pode ser proveitosa e real. Afinidades entre os interlocutores poderão existir, mas baseadas na forma de escrita, nos conteúdos dos temas e inclusive no sentido de humor. Estas são características reais de quem comunica através da escrita e afinidades poderão surgir, mas só continuarão a ser reais em ambiente virtual.